São oito países – Eslovénia, Portugal, Espanha, França, Grécia, Croácia, Itália e Chipre – e onze parceiros associados. Cada um destes países será um destino de turismo gastronómico sustentável. O projeto MEDFEST, apoiado pelo programa INTERREG Mediterranean foi recentemente divulgado e visa a diminuição da sazonalidade, a sustentabilidade das atividades turísticas e a valorização do património cultural gastronómico através de uma parceria internacional com a duração de três anos e um orçamento de 2,21 milhões de euros.

“Pretendem-se assim criar oito destinos de turismo gastronómico sustentável na Europa para enfrentar o desafio da sazonalidade e da diversificação dos destinos turísticos tradicionais “sol e mar”, com produtos novos e sustentáveis baseados na herança culinária”, referiu a Associação IN LOCO, coordenadora portuguesa do projeto, no seu site oficial.

Em Portugal, o destino de turismo gastronómico sustentável a criar terá como tema principal a Dieta Mediterrânica, reconhecida em 2013 pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade e já classificada pela Organização Mundial de Saúde como sendo de excelência. Coordenado pela Associação IN LOCO, o primeiro passo para este projeto em Portugal foi a constituição de um grupo de trabalho que suporte a articulação institucional entre os principais agentes privados e públicos.

Do MEDEST espera-se a definição de uma estratégia transnacional de criação de experiências culinárias, o desenvolvimento de uma base de dados online de experiencias culinárias sustentáveis, a realização de um estudo sobre as boas práticas no turismo culinário, a formação dos agentes e comunidades locais sobre o património culinário, entre outros objetivos.