As ruínas romanas são o testemunho vivo da presença romana na região. A visita a este local arqueológico obriga o visitante a recuar até ao século I d.C. e a conhecer um monumento nacional que sobreviveu até ao século VI, com casas, fábricas, termas, mausoléu e necrópole, que identificam a cidadania romana. Estas ruínas são o maior complexo de produção de salgas de peixe do mundo romano, construído pelo império para aproveitar a riqueza do peixe do Atlântico e a qualidade do sal das margens do Sado.

Ao visitar o sítio é impossível ficar indiferente à presença dominante das oficinas e dos tanques onde era salgado o peixe e onde se faziam os molhos de peixe, posteriormente vendidos em todo o império. Às produções mais famosas os romanos davam o nome de garum e liquamen e, no seu livro, o famoso cozinheiro Apicius utiliza estes ingredientes em dezenas de receitas. Por isso, visitar as ruínas romanas de Tróia é recuar a um passado repleto de cheiros, sabores e tradições. Também aqui está a Basílica Paleocristã de Tróia, tida como uma das mais antigas da Península Ibérica e das que apresentam melhor estado de conservação.

Estas ruínas estão desde 1910 classificadas como Monumento Nacional e desde 2016 passaram a integrar a Lista Indicativa para Património da Humanidade da UNESCO.

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