Tendo o rigor, a inovação e o conhecimento como objetivos, a Quinta de Soalheiro nasceu nos anos 70 e é um sinónimo de Alvarinho, mas acima de tudo de vinho verde e de tradição familiar. A propriedade situa-se no coração do vale do rio Minho, no concelho de Melgaço, e esta foi a primeira marca de Alvarinho da região.

A paixão pela viticultura fez com que em 1974 João António Cerdeira plantasse a primeira vinha com o apoio do seu pai, António Esteves Ferreira. A primeira vinha é hoje um verdadeiro império. A família, a equipa e a tripo de seguidores são os valores e pilares associados a uma marca que provém de um perfil profundamente familiar, sendo atualmente gerida por Maria Palmira Cerdeira e pelos seus filhos, Maria João Cerdeira e o enólogo da quinta, António Luís Cerdeira.

Nos anos 70, quando a Quinta de Soalheiro nasceu, existiam apenas três marcas de Alvarinho e a produção de vinhos monovarietais, produzidos apenas com uma casta, era bastante embrionária. Mais de quatro décadas depois o mundo do vinho e do turismo do vinho mudou bastante. Atualmente Monção e Melgaço são a Origem do Alvarinho reconhecida, com 70 por cento do total da área vitícola de Alvarinho de Portugal e com 75 por cento da área da Região dos Vinhos Verdes, mantendo uma tendência de crescimento. Além disso, se em 1974 o Solheiro era apenas um hectare de vinha, hoje em dia tem “um clube com mais de 150 produtores que se esforçam no dia-a-dia por obter uvas de grande qualidade”, revela Luís Cerdeira. O enólogo explica ainda que as vinhas da marca “estão em modo de produção biológica” e a biodiversidade é bastante valorizada.

A Quinta de Soalheiro, cujo nome está associado à localização na região mais a norte de Portugal e à elevada exposição solar, é rodeada de serras que formam um microclima único. As uvas de Alvarinho são provenientes de diversas vinhas de pequena dimensão implantadas em solo de origem granítica, entre os 100 e os 400 metros de altitude. A pluviosidade e as diferenças de temperatura são o segredo da maturação das uvas da casta Alvarinho, favorecendo um teor alcoólico moderado com acidez fresca e intensidade aromática.

Pioneira na produção desta casta em Melgaço, a Quinta de Soalheiro tem focado a sua atenção numa produção mais sustentável. A marca apresenta o Soalheiro Clássico, o Soalheiro Primeiras Vinhas e o Solheiro Reserva como as opções mais tradicionais, às quais se juntam “os espumantes, os Alvarinhos com dimensão mais frutada de aroma mais intenso, os Alvarinhos minerais e os Alvarinhos naturais sem adição de sulfitos”, indica Luís Cerdeira.

A marca de vinhos recebeu recentemente alguns prémios nacionais e internacionais. Ganhou o troféu Diamante e o troféu Duplo Ouro no Sakura – Japan Women’s Wine Awards (Japão) e é PME Líder e PME Excelência de 2017 pelo IAPMEI e pelo Turismo de Portugal. Além disso é ainda importante mencionar o Prémio de Primeiras Vinhas 2016 nos melhores do ano 2017, pela Revista de Vinhos, e a medalha de Ouro para o Soalheiro Clássico 2017 ÁSIA WINE&SPIRIT AWARDS 2018, em Hong Kong.

A modernização da área produtiva e de enoturismo, um maior apoio aos mercados estrangeiros e portugueses e o desenvolvimento do Clube de Produtores de Uva, que criou este ano, são os objetivos traçados pela marca para 2019, revela Luís Cerdeira. No que toca ao enoturismo, atualmente é possível fazer uma visita guiada às diferentes secções da adega, à cave do espumante, ao estágio das barricas de carvalho, ao envelhecimento da aguardente e à fermentação e estágio em inox. A Quinta de Soalheiro está a apostar na adaptação de mais espaços de visita.