É uma das mais antigas quintas de produção vinícola do país. Uma casa cheia de história e tradição, a Quinta da Alorna é um dos ícones do Ribatejo. Localizada em Almeirim, a Quinta da Alorna foi construída em 1725 e é composta por duas empresas administradas pela quarta e quinta gerações da família Lopo de Carvalho.

Na margem do Tejo, em Almeirim, com uma área total de 2800 hectares, a Quinta da Alorna destaca-se não apenas pela qualidade dos seus vinhos, mas pela beleza do espaço envolvente. Mas, para perceber a atual realidade da Quinta da Alorna é necessário recuar no tempo, quase 300 anos.

Vivia-se o ano de 1725. Antes de partir para a Índia como vice-rei, D. Pedro de Almeida Portugal, 1º Marquês de Alorna, mandou construir um palácio que acabou por ser palco de acontecimentos históricos e culturais que marcaram o país. D. João, seu filho, e D. Leonor Távora, sua mulher, adoraram o palácio e a propriedade. D. João mandou plantar vinhas, produziu azeite, criou pomares, bosques e jardins de amoreiras. Copiou o modelo francês da época, imaginou pontes levadiças, lagos e buxos. D. Leonor acabou por morrer em 1839, altura em que a Quinta da Alorna atravessava uma débil situação financeira, devastada pela guerra civil. A venda da Quinta a José Dias Leite Sampaio, Visconde da Junqueira, representou o início do investimento na produção de azeite, vinhos e pecuária. A Sociedade Agrícola da Alorna viria a nascer em 1915 e três anos mais tarde a Quinta ficou nas mãos da família Lopo de Carvalho, que mantém a gestão até aos dias de hoje.

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