O projeto XtremeGourmet surge com o objetivo de ajudar a implementar uma forma de agricultura sustentável, que promove o consumo de produtos saudáveis e com benefícios adicionais para a saúde, tendo, ao mesmo tempo, capacidade para impulsionar o desenvolvimento da região, estabelecendo padrões objetivos de qualidade para as plantas comercializadas. No sentido de cumprir estes objetivos, um grupo de dez chefs em Portugal e outros países europeus atuaram como consultores para a incorporação deste tipo de plantas em pratos, juntamente com nove investigadores da Universidade do Algarve (UAlg) e a Agro-On, uma empresa algarvia do setor agroalimentar.

Neste projeto, as plantas são as principais estrelas, nomeadamente as extremófilas. “Como o próprio nome indica, “extremófilo” é um organismo que consegue sobreviver a condições geoquímicas extremas, prejudiciais à maioria das outras formas de vida na Terra. No caso específico das plantas, exemplo disso é a salicórnia, recentemente incorporada na cozinha gourmet, que cresce em zonas de sapal», explica a Universidade do Algarve. Estas plantas têm compostos antioxidantes, como os polifenólicos, e as vitaminas A e E, bem como elevado valor nutritivo e funcional.

Tendo já experiência na comercialização de salicórnia através da marca Riafresh, a Agro-On propôs a parceria à UAlg para a concretização do projeto, que permite a criação de experiências gastronómicas novas e originais. O projeto teve início em outubro do ano passado e terá a duração de três anos, sendo orçado num valor total de 650 mil euros.