As Portas de Ródão são uma formação geológica que resulta da interseção do relevo da Serra das Talhadas com o curso do rio Tejo, em Vila Velha de Ródão. Este monumento natural é um dos geomonumentos do Geopark Naturtejo da Meseta Meridional.

No local onde existe a interseção da serra com o leito do Tejo, há um estreitamento do vale, que aqui corre entre duas paredes escarpadas, que atingem cerca de 170 metros de altura, fazendo lembrar duas portas, uma a norte, no distrito de Castelo Branco, e outra a sul, no concelho de Nisa, distrito de Portalegre. O Monumento Natural das Portas de Ródão, classificado desde 20 de maio de 2009, é o ex-libris natural de Vila Velha de Ródão.

Este encaixe do Tejo começou pela erosão há cerca de 2,6 milhões de anos, aproveitando ainda os acidentes tectónicos relacionados com a falha do Ponsul, e decorreu em várias etapas, refletidas em terraços fluviais e plataformas embutidas por erosão, mais visíveis na margem direita. No topo da porta norte, acessível por estrada, situa-se o castelo do rei Wamba. Deste local vislumbra-se uma panorâmica sobre o vale do Tejo, com o Conhal do Arneiro na margem esquerda e o povoado paleolítico de Vilas Ruivas na margem direita.

Além da sua importância geológica, paisagística, arqueológica e histórica, as Portas de Ródão são um local privilegiado no que concerne à fauna e flora, nomeadamente para a observação de aves, servindo de habitat à maior colónia de grifos de Portugal, assim como à cegonha -preta ou ao milhafre-real. O Monumento Natural das Portas de Ródão é um dos 16 geomonumentos do Geopark Naturtejo.