Polo Museológico dos Frutos Secos

Em Loulé, os frutos secos, essencialmente o figo, a amêndoa e a alfarroba, desempenharam um papel importante na economia desde a idade média. O chamado “ouro algarvio” favoreceu o desenvolvimento social e expandiu o nome de Loulé através do comércio internacional.

Numa antiga unidade fabril de transformação e comercialização de frutos secos, desativada desde a década de 80, surgiu o Polo Museológico dos Frutos Secos, integrado no Museu Municipal de Loulé. À disposição dos visitantes está uma realidade praticamente extinta, mas que desempenhou um papel social, económico, tecnológico e cultural importante.

No espaço museológico encontra-se uma máquina de partir amêndoa e uma outra de triturar alfarroba que, juntamente com uma coleção de objetos, permite aos visitantes o contacto com os processos tradicionais de transformação dos frutos secos. Além da exposição das máquinas, o Polo conta ainda com exposições de fotografias e gravuras alusivas ao trabalho de recolher e produzir os frutos secos.

Além do Polo Museológico dos Frutos Secos, o Museu Municipal de Loulé inclui, entre outros, o Polo Museológico da Cozinha Tradicional, que permite uma viagem às cozinhas das casas da serra e beira-serra algarvias de meados do século XX. O espólio desta coleção inclui o tabuleiro e a tábua para estender a massa para o pão, talheres e utensílios de cozinha em alumínio, a mó para moer o milho, pratos, travessas, entre outros utensílios. Além da exposição permanente, existem ainda mostras pontuais de tradições, como é o caso do Presépio Tradicional Serrano, em exposição durante o período natalício, ou a Maia, que assinala a chegada da primavera, a partir do primeiro dia de maio.