O Palácio da Brejoeira, na freguesia de Pinheiros, concelho de Monção, é um ex-libris do Alto Minho. Considerado Monumento Nacional desde 1910, é composto por palácio, bosques, jardins e vinhas, no total de aproximadamente 30 hectares, que lhe conferem um ambiente familiar e romântico.

O edifício, com um estilo neo-clássico com clara influência barroca, foi construído no início do século XIX por Luís Pereira Velho de Moscovo, fidalgo da Casa Real e cavaleiro da Ordem de Cristo na encantadora Quinta do Valle da Rosa, atual Quinta da Brejoeira. Nesta casa senhorial predomina o granito e a forma em L, com três torreões.

Um século mais tarde à sua construção foi restaurado pelo Conselheiro Pedro Maria da Fonseca Araújo, um importante comerciante do Porto. Com a reformulação e restauro algumas divisões foram alargadas e foi construído um teatro com os cenários originais, assim como um jardim interior, um lago. O revestimento das paredes do átrio e da escadaria foi adornado com azulejos com pinturas de cenas mitológicas.

O interior revela segredos de outros tempos, da vida de Hermínia d’Oliveira Paes, que recebeu o Palácio do seu pai Francisco D’Oliveira Paes na década de 30.

Palco de festas nobres da época, esta casa senhorial tem um teatro, um jardim de inverno com o busto de D. Manuel II, uma biblioteca, uma sala de retratos, uma sala do rei, uma sala de fumo, uma sala de jantar, um quarto do rei, uma sala de armas e uma capela.

A parte exterior do Palácio é marcada pelo bosque, pela ilha dos Amores, o lago e os jardins que oferecem experiências únicas, tranquilidade e descontração. A avenida perpendicular à fachada lateral, cheia de plátanos, remonta à entrada principal do Palácio na época. Na lateral direita a propriedade conta também com uma antiga casa de jogos que era utilizada como ginásio. O majestoso pombal, que outrora serviu de depósito de águas, localiza-se no fim da avenida das Tílias.

As avenidas dos Plátanos e das Tílias vão dar a uma vista panorâmica, onde se pode ver o início das vinhas onde nasce o prestigiado Alvarinho “Palácio da Brejoeira”. Esta vinha mantém-se intacta desde 1964. O cultivo da vinha de casta alvarinho fez com que o vinho produzido pelo Palácio da Brejoeira se tornasse num dos mais conceituados e apreciados em Portugal, mas também no Brasil, França, Andorra, EUA, Canadá, Angola, Macau, Nova Zelândia, entre outros países. Mais recentemente,o Vinho, a Aguardente Velha, a Adega e o próprio Palácio da Brejoeira foram eleitos uma das 7 Maravilhas à Mesa, no contexto do património gastronómico de Monção. Este concurso nacional visou promover os patrimónios que marcam a identidade do país.

No total o Palácio da Brejoeira é composto por 30 hectares, sendo 18 dedicados à vinha de casta alvarinho, oito aos bosques, três aos jardins e um hectare é de área coberta. Antes da instalação da vinha de alvarinho, o vinho era apenas destinado a consumo familiar e vendido a granel em pequenas quantidades. A primeira colheita a ser colocada no mercado foi no ano de 1976. Na antiga adega, que remonta à origem do Palácio, era apenas produzido vinho tinto. Neste espaço repousa agora, em barris de carvalho francês, a prestigiada Aguardente Velha, feita da destilação do próprio vinho Alvarinho.

Todo este património, que pertence a uma Sociedade Anónima, foi classificado como Património Nacional em 1910. Este espaço tem as portas abertas aos visitantes desde julho de 2010 para partilhar as memórias e vivências da história de Monção e da região. As visitas ao palácio podem ser feitas com dois programas guiados que englobam diferentes partes do espaço.