A exploração do sal no estuário do Mondego sempre foi uma importante atividade para a economia da Figueira da Foz. A tipologia das salinas e as tecnologias de produção assumem, nesta região, características únicas que não se verificam noutras regiões salineiras de Portugal e da Europa. A história deste espaço museológico começou em 2000, quando a Câmara Municipal da Figueira da Foz adquiriu a salina do Corredor da Cobra, nos armazéns de Lavos. Em 2007 foi inaugurado um centro interpretativo alusivo à produção de sal.

O conceito do Núcleo Museológico do Sal baseia-se na ideia de que esta atividade cruza aspetos culturais, históricos, etnográficos, paisagísticos, ambientais e económicos, que devem ser explorados de forma integrada. Com cerca de um hectare, o território compreende a Marinha do Corredor da Cobra, o Armazém de Sal, o circuito pedestre “Rota das Salinas”, que tem configuração circular, o Centro Interpretativo, o Observatório de Aves, que permite observar a avifauna típica do salgado da Figueira da Foz, e o Pedarium, uma estrutura que pretende oferecer ao visitante um conceito moderno de saúde e bem-estar, funcionando apenas durante o verão.

O Núcleo Museológico do Sal tem recebido cada vez mais visitantes; se, em 2014, foram mais de 6400, em 2016 ascenderam aos 9162 visitantes. Entre janeiro e maio deste ano já visitaram este espaço mais de 3200 pessoas.