No antigo Convento da Madre de Deus, fundado em 1509 pela rainha D. Leonor, o Museu Nacional do Azulejo abriu ao público em 1971 e é atualmente um dos mais importantes museus nacionais, com uma exposição permanente que segue um critério cronológico que se inicia no final do século XV e permanece em aberto para criações contemporâneas.

Neste museu a história do azulejo em Portugal está presente em 15 espaços onde se observa uma produção pontuada por peças de valor excecional. A visita começa com um vídeo que define os aspetos únicos da azulejaria portuguesa e que demonstra porque esta deve ser considerada património mundial. A partir daí, são várias as salas que permite observar a evolução da azulejaria, com apresentação das técnicas, de peças únicas e da sua história. Uma das peças que merece destaque é a chamada Escadaria de São Bento. No museu pode ainda ver-se o remanescente do espaço conventual da Madre  de Deus. A visita conclui-se na Sala de Lisboa onde, a par de obras de artistas contemporâneos, surge aquela que é a obra-prima do Museu, a Grande Vista de Lisboa, datada de inícios do século XVIII.

Para além desta exposição permanente, o museu tem exposições temporárias, de que é exemplo a exposição presente até 31 de dezembro de 2017, intitulada “Das Sombras de Quioto à Luz de Lisboa. Azulejos de Haru Ishii”.