Nas margens do Alqueva, o Museu do Medronho nasceu em 2015 da ideia de homenagear o medronheiro, uma planta utilizada para fins medicinais, artesanais e energéticos. Com quatro áreas distintas, o museu convida os visitantes a conhecer os segredos da planta, do fruto e da aguardente.

Aberto ao público desde 2015, na Herdade de Monte Santos, o Museu do Medronho surgiu com o intuito de dar a conhecer as características do medronheiro, o seu ciclo de vida, as aplicações do fruto e o processo de destilação.

Com um investimento de quase dois milhões de euros, o museu tem quatro zonas distintas – exposição, balcão de provas, destilaria e loja. A exposição explora a história do medronho, nomeadamente a caracterização da planta e do fruto, e as suas diversas fases, desde a apanha até à aguardente. A destilação da aguardente de Medronho é feita no museu e o resultado são a Tirikeda, uma aguardente jovem, a Cerca da Medronheira, uma aguardente madura envelhecida em casca de carvalho, e a Tirikeda Melosa, uma aguardente de medronho com mel. Estas aguardentes podem ser degustadas e compradas na loja, que também inclui produtos da região, como queijo, azeite, enchidos, compotas e confeitaria artesanal. A visita tem o custo de dois euros.

O Museu do Medronho dispõe ainda de passeios turísticos na Herdade de Monte Santos, onde é possível admirar a natureza, descobrir animais escondidos e observar os medronheiros.

O medronheiro é uma planta nativa da região mediterrânica e Europa Ocidental. O fruto é utilizado para fazer licores, aguardentes e conservas. Para produzir aguardente, o fruto é fermentado em tanques de madeira ou barro e a fermentação dura entre 30 e 60 dias.