Entre a aldeia da Luz e a margem do lago de Alqueva, o Museu da Luz é um espaço interpretativo das alterações ocorridas neste local, decorrentes do aparecimento da barragem e da submersão de uma aldeia. O Museu da Luz destaca-se na paisagem da nova aldeia pela sua arquitetura, que já foi premiada várias vezes.

A submersão da aldeia da Luz, motivada pela construção da barragem de Alqueva e consequente relocalização da povoação numa nova aldeia, proporcionou o conceito de uma aldeia dupla. O Museu da Luz é o local que retrata as profundas alterações ocorridas no território.

Fundado em 2003, o museu reúne informação sobre a relocalização da aldeia com fotografias, vídeos e coleções etnográficas e arqueológicas, afirmando-se como um espaço de cultura e identidade. As exposições têm como eixo as temáticas da identidade, história e paisagem deste lugar. Até junho está patente uma exposição temporária intitulada “Alqueva. Território de Mudança”. Numa das salas existe uma pequena janela onde se pode vislumbrar o local exato da aldeia submersa. O bilhete de acesso tem o custo de dois euros.

O museu ocupa ainda o Monte dos Pássaros, edifício tradicional remanescente da antiga aldeia, agora situado junto ao cais e onde se desenvolvem atividades. Junto ao edifício do museu e no contexto da nova aldeia, encontram-se as Casas do Museu, que são espaço de residência e de trabalho, mas também de lazer.

Da autoria dos arquitetos Pedro Pacheco e Marie Clément, o projeto de arquitetura do Museu da Luz já recebeu prémios nacionais e internacionais. Em 2005 este espaço museológico foi distinguido com uma menção honrosa pela Associação Portuguesa de Museologia, na categoria de Melhor Museu do País.