Máquinas, ferramentas, matérias-primas e chapéus, muitos chapéus. Dentro do edifício onde, outrora, estava instalada a Empresa Industrial de Chapelaria, é hoje o Museu da Chapelaria, um espaço com histórias para contar e, essencialmente, “de ver e aprender a fazer”.

Em três pisos, o visitante descobre uma exposição permanente que contempla sete áreas distintas. Cada área refere-se a uma fase de fabrico diferente, sendo apresentadas as máquinas, ferramentas e matérias-primas que contribuem para o processo. Tocar, cheirar, sentir, ouvir, tudo isto é possível no Museu da Chapelaria, que pretende estimular uma visita multissensorial. Além da exposição permanente, este espaço museológico dispõe de exposições temporárias, sendo que até ao dia 30 de setembro está patente a exposição “Tocados por Pablo y Mayaya”, que traz a Portugal o percurso da dupla de designers Pablo Merino e Mayaya Cebrián, conhecidos por adornarem algumas das cabeças mais importantes de Espanha.

Antes de terminar a visita, é possível assistir ao acabamento de chapéus na bancada de trabalho de D. Deolinda, ex-operária da Empresa Industrial da Chapelaria. Da cartola de cerimónia ao chapéu de cowboy, do chapéu de Jorge Sampaio aos chapéus do estilista Miguel Vieira, são muitos os exemplares disponíveis no Museu da Chapelaria que, periodicamente, são trocados por outros. A visita ao museu tem o custo de dois euros.