Fruystach

Chama-se Fruystach e pretende desenvolver uma cultura agrícola ainda com pouco relevo em Portugal, o pistácio. A implantação em regiões do interior, onde o clima (muito frio no inverno e muito calor no verão) favorece a cultura, é uma das características da empresa, uma iniciativa da Espaço Visual – Consultores de Engenharia Agronómica, Lda.

“Existe aqui uma componente social que não pode ser ignorada: com esta aposta da Fruystach estamos a travar a desertificação das regiões, criando empresas, mais postos de trabalho e mais riqueza para a economia local e regional, que se refletirá na melhoria da qualidade de vida das pessoas”, explica José Martino, gerente da empresa.

O projeto irá transformar-se numa organização de produtores de pistácio que pretende desenvolver projetos agrícolas sustentáveis. Deste modo, a Fruystach está aberta a acionistas que sejam produtores e pistácio. A empresa “fornece aos seus associados assistência técnica organizada e assegura a comercialização das produções dos seus acionistas, através da exportação para países da União Europeia, maiores consumidores deste tipo de produto”, acrescenta o responsável. O projeto está a ser apresentado a potenciais interessados desde novembro e a empresa terá escritórios na Beira Interior, região onde vai fazer as primeiras plantações de seis hectares.

O projeto, sustentado pela consultora agrícola que já potenciou outros negócios na área agrícola como o do mirtilo, aposta na forte expansão do negócio do pistácio, nomeadamente em Espanha. No prazo de dois anos, a Fruystach pretende atingir mais de três mil hectares de cultivo do fruto seco, representando cerca de seis milhões de euros de faturação de uma cultura praticamente inexistente em Portugal. “Os frutos secos estão na moda, sobretudo pelos benefícios para a saúde e a oferta internacional não é muito elevada, pelo que é uma oportunidade importante de fazer gerar atividade de uns largos milhões de euros”, conclui José Martino.