Fundada em 1748 por D. João V, a Coudelaria de Alter é uma instituição que tem contribuído para a divulgação da raça Puro-sangue Lusitano, em particular da linha Alter Real, a nível nacional e internacional. Visitar os 800 hectares desta propriedade é estar em contacto direto com uma das mais nobres raças de cavalos.

A Coudelaria de Alter foi criada em 1748 no âmbito de uma nova política coudélica, iniciada 40 anos antes por D. João V. Instalada na Coutada do Arneiro, é a mais antiga e notável Coudelaria Portuguesa, sendo também a que tem mais tempo de funcionamento ininterrupto no local original no mundo.

O núcleo inicial da manada foi inteiramente constituído por éguas. Entre 1770 e 1800 a Picaria Real atingiu o máximo esplendor e em 1787 a rainha D. Maria I decidiu a criação de um novo picadeiro, em estilo neoclássico, que hoje pode ser visitado no Museu Nacional dos Coches. Com a Proclamação da República, a Coudelaria passou a Coudelaria Militar, mas em 1942 foi extinta e as propriedades e a manada foram integradas no Ministério da Economia, surgindo a Coudelaria de Alter, que tinha como missão a recuperação do Alter Real, numa altura de quase extinção. Em 2007 a Coudelaria de Alter é integrada na Fundação Alter Real, mantendo a sua missão de criação e valorização do cavalo Lusitano Alter Real.

Com 800 hectares de propriedade, este é o reino desta raça de cavalos, reconhecida internacionalmente pela sua docilidade, concentração, versatilidade e entrega. A Coudelaria oferece um programa de visitas guiadas, que têm o custo de 7,50 euros, que pode variar consoante a idade. Na visita estão incluídos espaços como a Casa dos Trens, Pátio das Éguas, cavalariças e o Museu da Coudelaria de Alter.

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