A celebrar 17 anos, a Confraria Enófila do Tejo visa a preservação e divulgação dos Vinhos da Região do Tejo, que têm alcançado uma reputação crescente. Pedro Castro Rego, Grão-Mestre da Confraria Enófila do Tejo, revela quais as atividades planeadas e a importância da promoção dos vinhos da Região do Tejo.

Quais as características que distinguem os vinhos produzidos na Região dos Vinhos do Tejo?

Os vinhos do Tejo têm conseguido uma reputação crescente e alcançam já hoje uma grande notoriedade, reconhecida por especialistas e pelo grande público, fruto da sua diversidade e adaptação aos diferentes momentos e hábitos de consumo. Entre os vinhos com direito a Denominação de Origem e Indicação Geográfica, existem brancos, tintos e rosés e até outros produtos vínicos que estão muito bem-adaptados a qualquer momento de consumo, bem como a qualquer tipo de gastronomia e nomeadamente à gastronomia regional. Podemos encontrar neles castas mais tradicionais na região e castas
internacionais, vinhos com grande frescura e outros mais estruturados, permitindo sempre ao consumidor satisfazer as suas necessidades em cada ocasião.

De que forma pode ser caracterizado o traje identitário da Confraria?

Tal como foi referido acima, a Confraria celebra as tradições da região. Os trajes relembram e inspiram-se em algumas das vestes usadas há anos no Ribatejo em domingos e dias de festa, sendo que o próprio chapéu evoca tal ocasião. Aproveito para lembrar e prestar homenagem à Sr.ª D.ª Graciete Monteiro que tanto trabalho teve a estudar os trajes e a reunir as peças para que formassem um todo harmonioso e representativo da região, e que nos deixou há pouco tempo.

Qual a importância dos vinhos como meio de divulgação da região e de atratividade de turistas e investidores?

Aqui felizmente podemos também testemunhar os passos muito significativos que têm sido dados. Existe hoje uma perceção generalizada e crescente de que o vinho vale muito pelo seu valor económico, mas também pela valorização do turismo, do espaço rural em que as vinhas se inserem, pelo ambiente e pela história e cultura associadas. Ora, estes são precisamente os valores pelos quais se bate a nossa Confraria, pelo que encaramos este reconhecimento de forma muito positiva e consideramos que reforçar a visibilidade, a notoriedade e prestígio dos vinhos e da região, numa perspetiva de médio e longo prazo, é a nossa tarefa que desenvolvemos com espírito confrádico e gosto.

Leia a entrevista na íntegra na compra da edição nº6.