Num território com quatro zonas com Denominação de Origem Controlada (DOC) – Lagos, Lagoa, Portimão e Tavira – , a Comissão Vitivinícola do Algarve agrega cerca de 40 produtores e tem como objetivo a certificação, controlo e promoção dos produtos, mas também o estímulo para a adoção das melhores práticas agrícolas e a divulgação da imagem de um Algarve associado aos vinhos.

O Algarve é uma região com vários predicados, sendo o mais famoso o sol e a praia, que há muito fazem girar o motor do turismo. A este fator e às suas condições naturais junta-se o reconhecimento da sua gastronomia, sobretudo a que provém do mar e das muitas rias que a atravessam e por lá circulam, sendo a mais famosa a que tem o nome de Formosa – um viveiro natural dos mundialmente conhecidos bivalves. Tudo isto combina com o vinho, uma vez que a gastronomia parece incompleta sem ele. Apesar de ainda pouco reconhecido pelo público em geral, de acordo com a Comissão Vitivinícola do Algarve (CVA), da parte dos júris e críticos a confirmação da sua qualidade é unânime, tanto pelas referências positivas, como pelos prémios nacionais e internacionais obtidos.

No sentido de dinamizar todo o potencial da Região Vitivinícola, refletido no crescimento no número de produtores e no aumento da produção (com um crescimento de 50 por cento em 2017), a CVA está a preparar um 2018 em grande para os vinhos algarvios e o mês de maio é já um dos mais significativos dessa divulgação.

Mas o trabalho na afirmação da Região Vitivinícola do Algarve não se faz somente de ações de promoção e divulgação. Há aspetos que vão sendo desenvolvidos ao longo do tempo, dando corpo e solidez ao setor e aos agentes económicos envolvidos e tirando partido dos fundos estruturais na região, como o CRESC2020, sob gestão da CCDR Algarve. Um desses projetos permitiu desenvolver um Laboratório de Enologia nas instalações da CVA em Lagoa, visando providenciar aos produtores e público em geral o acesso a análises diversas para avaliação de parâmetros essenciais nas tomadas de decisão de uma moderna enologia e viticultura, cada vez mais necessária para produzir e criar vinhos de qualidade e em segurança para o consumidor. A realização dos estudos sobre a região, quintas e adegas irá permitir um melhor conhecimento tanto do terroir como dos elementos associados e dar lugar a uma publicação, em formato de livro, promovendo o Algarve como uma região ímpar e atrativa para a produção de vinho.

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