Em Vila Velha de Ródão pode visitar um Centro de Interpretação que dá a conhecer a arte rupestre do Vale do Tejo. Com duas exposições permanentes, este espaço permite descobrir as mais de 20 mil gravuras existentes ao longo de cerca de 40 quilómetros nas margens do Tejo.

Inaugurado em 2012 no antigo edifício dos Paços do Concelho, no Largo do Pelourinho, em Vila Velha de Ródão, o Centro de Interpretação de Arte Rupestre do Vale do Tejo (CIART) é um espaço que alberga duas exposições permanentes, nomeadamente uma sobre a arqueologia de Ródão e outra sobre a arte rupestre do Tejo.

O Complexo de Arte Rupestre do Vale do Tejo, com mais de 20 mil gravuras ao longo de 40 quilómetros nas margens do rio, é um dos mais importantes conjuntos europeus de arte pós-paleolítica. Datando de entre 20 mil anos a.C. a finais da Idade do Bronze e executadas quase na sua totalidade por picotagem, as gravuras representam símbolos geométricos antropomórficos (representação humana) e zoomórficos (representação de cervídeos, capríneos, equídeos, bovídeos, canídeos, ursídeos e aves). A mais antiga gravura em toda a área, atribuível ao Paleolítico Superior, é o Cavalo Gravetense do Ocreza. Mais de 90 por cento das gravuras estão submersas pela albufeira da barragem de Fratel.

O CIART surge com a principal missão de apoiar o estudo e a preservação deste património arqueológico, divulgando-o ao público numa exposição permanente gratuita onde se interpretam as expressões culturais dos habitantes pré-históricos do Vale do Tejo. O CIART está aberto de terçafeira a sábado.