Casa de Mateus

A Casa de Mateus é um ícone da região de Trás-os Montes e Alto Douro em termos culturais, promovendo eventos científicos, literários e musicais que atraem visitantes. Em entrevista, José Carlos Fernandes, diretor técnico e enólogo da Casa de Mateus, explica a importância da Fundação para a região.

O que torna a Casa de Mateus atrativa para os visitantes?

A Casa de Mateus é uma magnífica edificação barroca do século XVIII, monumento nacional desde 1911, de planta retangular, estruturada em dois corpos laterais, implantados no sentido noroeste/sudeste, e ligadas entre si, ao nível das fachadas posterior e principal, por duas alas que lhe são perpendiculares, conferindo ao conjunto uma grandiosidade e beleza de raro efeito plástico e arquitetónico. No entanto, a Casa de Mateus não é apenas todo este impressionante conjunto arquitetónico, histórico e artístico, uma vez que a Fundação da Casa de Mateus, proprietária da Casa, é responsável por um número significativo de eventos artísticos e culturais que, anualmente, se sucedem nos seus espaços e que representam importantes contributos nacionais para as artes da música e da literatura, entre outros, através dos encontros, seminários, festivais e cursos que promove. O visitante quando entra no recinto da Casa de Mateus, para além do aspeto arquitetónico, pode visitar o interior da casa, os jardins e visitar a adega onde pode provar os vinhos que aqui são produzidos.

Qual a importância da para a região de Douro em termos culturais?

Desde 1977 que a Fundação da Casa de Mateus tem anualmente uma agenda cultural de grande relevo no aspeto científico, literário e musical através de inúmeros eventos nessas diferentes áreas. Por fatores de interioridade a Fundação, nestes últimos quase 40 anos, foi e é um local onde os grandes nomes da cultura deixam o litoral e as grandes capitais europeias para virem para o interior de Portugal mostrar e meditar sobre as suas obras, pensamentos científicos e outros.

O Mateus Rosé é um produto associado à Casa de Mateus. No entanto, o vinho já não é produzido na Quinta. Qual a importância deste produto para o reconhecimento nacional e internacional da Casa de Mateus?

A marca Mateus, associada em grande parte ao Mateus Rosé, é umas das principais marcas de Portugal no mundo. A história da Casa de Mateus ajudou essa implantação e esse reconhecimento e não o contrário, claro que com o aumento do mediatismo internacional do Mateus Rosé a Casa de Mateus ganhou notoriedade do ponto de vista arquitetónico mas o reconhecimento internacional da Casa de Mateus advém da agenda cultural e do bem receber que nos visita.

De que forma é que a região se pode afirmar em termos culturais e turísticos?

A região pode-se afirmar a nível cultural naturalmente pela diferenciação da sua agenda, que não pode ser igual ou uma cópia do que é feito nas grandes cidades ou nas regiões com grande densidade populacional. No que diz respeito ao turismo, temos que apostar em melhorar a nossa oferta a nível da excelência dos serviços e criar infraestruturas para receber condignamente os milhares de turistas que nos estão a visitar.

Quais as potencialidades da região de Trás-os-Montes e Alto Douro em termos turísticos, nomeadamente como local atrativo para os turistas nacionais e internacionais?

Naturalmente que a paisagem aliada ao vinho e à gastronomia é o aspeto mais importante que a região tem, em primeiro lugar, para oferecer, mas o bem receber vem como ponto elemento cada vez mais importante para atrair turistas nacionais mais importante ainda os turistas estrangeiros que ficam completamente fascinados com as pessoas. Temos ainda muito por onde crescer a nível da oferta turística, o que torna a nossa região uma região com grande potencial e atratividade para toda a fileira turística.