Adega Cooperativa de Silgueiros

Com uma produção que excede os cinco milhões de litros anuais, a Adega de Silgueiros é uma instituição histórica no que diz respeito à produção de vinhos da região do Dão, reconhecidos nacional e internacionalmente. Fernando Figueiredo, responsável pela Adega, explica quais as características dos vinhos comercializados.

Qual a história da Adega Cooperativa de Silgueiros?

A Adega Cooperativa de Silgueiros foi criada em 1962, tendo começado a laborar em 1964, destinada a receber as uvas dos seus associados, transformá -las em vinhos, comercializá-los e distribuir pelos associados o resultado dessa comercialização. A Adega tornou-se uma referência através da marca SILGUEIROS, fazendo com que muitos dos nossos clientes se deslocassem para comprar os vinhos. Vinham de todo o lado, desde o Minho até Lisboa, e os vinhos eram destinados à restauração e para consumo final. A Adega chegou a ser a maior adega do Dão, mas por razões diversas passou por situações muito graves. Felizmente, com o apoio de uma instituição financeira e com o sacrifício dos associados, essa situação foi ultrapassada. Hoje é de novo uma das maiores adegas cooperativas e garante a qualidade de todos os seus produtos, que se podem encontrar em quase todos os continentes.

Quais as características dos vinhos produzidos e quais as principais marcas?

A Adega de Silgueiros, dada a localização das vinhas dos seus associados, produz cerca de 5,5 milhões de litros de vinhos tintos, brancos e rosé. A composição da produção é de 88 por cento de tintos, 10 por cento de brancos e dois por cento de rosé. Os vinhos produzidos são resultantes de castas nobres que, por ordem de preponderância, são: nos vinhos tintos, o Jaen, a Tinta Roriz, a Touriga Nacional e o Alfrocheiro Preto, nos brancos, a Malvasia Fina, o Borrado das Moscas, o Cerceal e o Encruzado. A Adega tem feito uma aposta forte nesta última casta que, juntamente com a Touriga Nacional, pretende liderar a composição dos seus vinhos. Os vinhos tintos apresentam-se de cor vermelha profunda, com aromas de pomar e na boca com o mesmo sabor longo e estruturado. Nos brancos é de referir a cor amarela citrina, com aromas de pomar e na boca apresentam-se equilibrados, mas frescos, longos e estruturados. No que respeita a marcas é de referir o Morgado de Silgueiros, a Adega de Silgueiros e outras marcas que estamos a lançar viradas para monocastas ou vinhos especiais. Temos o vinho no mercado em embalagens de cinco litros (B&B’s), com a marca SILGUEIROS e as garrafas com a qualidade que nos distingue.

Existem projetos futuros que queira anunciar?

A Adega tem tudo preparado para investir nas estruturas ligadas à produção e à imagem, criando novos espaços de atendimento e visita dos clientes que incluem loja de vendas, sala de provas e instalações de apoio, para além de novos espaços de armazenagem de produto acabado. Aguarda-se a abertura da nova fase do programa de ajudas, no âmbito do PDR 2020. Não estamos inseridos na Rota dos Vinhos do Dão por considerarmos que atualmente não temos condições para tal. Com estes investimentos seremos mais uma organização a incorporar a Rota.